Ativo Imobilizado: como identificar e mensurar da forma correta

Atualmente, no dia a dia da operação de uma empresa, seja ela uma fábrica, uma consultoria ou um pequeno negócio, são utilizadas ferramentas para transformar sua força de trabalho em algo que gere receita para a companhia. 

Sejam máquinas industriais, computadores ou o estabelecimento físico de uma loja, essas ferramentas são conhecidas como ativo imobilizado, e são um dos principais componentes do patrimônio de uma empresa.

Mas o que é um ativo imobilizado de uma empresa? Como ele pode ser identificado? Como funciona o processo de mensuração de um ativo imobilizado?

Para responder essas perguntas, desenvolvemos este artigo completo sobre o tema. Nele você vai descobrir:

  • Definição de Ativo Imobilizado;
  • Mensuração e reconhecimento;
  • Depreciação e vida útil
  • O papel de uma consultora financeira na gestão de um ativo imobilizado

Para entender essas e outras questões sobre ativo imobilizado, continue a leitura a logo abaixo.

Definição de Ativo Imobilizado

Normatizado pelo Pronunciamento Contábil CPC 27 – Ativo Imobilizado, o ativo imobilizado é todo aquele que:

  • É um bem tangível;
  • É mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para aluguel a outros ou para fins administrativos; e
  • Se espera utilizar por mais de um período.

Algumas observações sobre as condições acima: 

A primeira exclui da definição de ativo imobilizado os ativos intangíveis, como marcas, softwares e patentes. Fica estabelecido, então, que apenas bens corpóreos podem ser ativos imobilizados. 

O segundo exclui bens que já foram desativados e/ou estão fora de uso, que devem ser considerados como Ativo Mantido para Venda. 

Além disso, imóveis e terrenos mantidos com finalidade de obter renda e ativos biológicos ligados à atividade do agronegócio devem ser tratados separadamente do imobilizado, conforme os CPC 28 e CPC 29.

Por último, entende-se por período o ano fiscal de uma empresa, que normalmente corre de 1º de janeiro à 31 de dezembro. 

Podemos citar como exemplos de ativos imobilizados:

  • Terrenos;
  • Edificações;
  • Máquinas e Equipamentos;
  • Móveis e Utensílios;
  • Veículos;
  • Equipamentos de Informática;
  • Consórcios em andamento;
  • Florestamento e Reflorestamento; e
  • Outros.

Mensuração e reconhecimento

No reconhecimento de um ativo imobilizado, a mensuração inicial de seu valor deve ser feita pelo seu custo. 

Entende-se por custo os seguintes itens:

  • Preço de aquisição, acrescido de impostos e deduzido de descontos comerciais e abatimentos;
  • Custos diretamente atribuidos para colocar o ativo no local e em condições necessárias para operar; e
  • Estimativa de custos de desmontagem e remoção ao fim de sua vida útil.

Após o reconhecimento inicial do ativo imobilizado seu valor deve ser remensurado a cada período. 

Exceto em alguns casos muito específicos, a legislação não permite que a remensuração seja feita pelo valor justo do ativo. 

Assim, via de regra, esse valor é calculado considerando seu custo inicial, reduzido de qualquer depreciação e/ou perda por redução ao valor recuperável acumuladas.

Depreciação e vida útil

A depreciação pode ser descrita como a perda de valor de um bem decorrente de seu uso, desgaste natural ou obsolescência. Assim, a depreciação deverá ser realizada ao longo da vida útil do ativo. 

A vida útil pode ser medida em:

  • Prazo pelo qual a entidade espera utilizar um ativo; ou
  • Número de unidade que podem ser produzidas por uma entidade através da utilização do ativo.

Existem fatores tidos como decisivos que influenciam diretamente na vida útil de um equipamento do ativo imobilizado. 

Como exemplo, podemos citar: (i) Premissas Físicas – como desgaste pelo uso, deterioração temporal e acidentes; (ii) Premissas Funcionais – como Obsolecência econômica e Mercado de Consumo; e (iii) Premissas de condições Periódicas – como fim da necessidade e abandono do empreendimento.

Dessa forma, alterações em qualquer das premissas acima, pode levar a uma alteração na vida útil do ativo. 

Um exemplo para esta questão é de uma máquina que operava exposta ao tempo e passa a operar dentro de um galpão. 

É possível que essa alteração aumente a vida útil do ativo e, consequentemente, reduzindo a depreciação do mesmo. 

Assim, a vida útil contábil do ativo também deve ser alterada, para que a contabilidade esteja alinhada com a melhor expectativa da utilidade econômica do bem.

Dessa forma, no evento da publicação de demonstrações financeiras, cada companhia deve analisar a existência de indícios de alteração na vida útil de seus ativos e, caso exijam estes indícios, vida útil da companhia deve ser revisada e a depreciação do bem deve ser ajustada e contabilizada.

O papel da consultoria na gestão do ativo imobilizado

A gestão do ativo imobilizado é uma atividade que incorpora uma variedade de disciplinas, envolvendo na maioria dos casos conhecimentos contábeis, de engenharia e de manipulação de bancos de dados.

Por conta disso, é necessário que esse trabalho seja realizado por uma empresa de consultoria financeira qualificada.

Uma empresa de consultoria financeira especializada em trabalhos de revisão de vida útil de ativos e inventário de ativos imobilizados, irá assistir seus clientes desde a concepção do projeto até o momento da publicação de suas demonstrações financeiras.

Por isso, é necessário que sua empresa entenda o conceito de ativo imobilizado de forma que possa selecionar uma consultoria financeira e acompanhar o trabalho e resultados esperados.

Ficou com alguma dúvida sobre ativo imobilizado da sua empresa? Deixe um comentário que iremos te ajudar.

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